Um ano que me trouxe leveza, do sentido mais complexo ao mais simples possível.
O balanço desses meus 12 meses de operada se resume a sucesso, aprendizado, auto-conhecimento, crescimento e vontade de viver.
Obrigada 2010.
Quarta-feira, Dezembro 29, 2010
Terça-feira, Dezembro 07, 2010
1 ano
Lá estava eu, decidida, com medo do improvável, não por mim, mas pela minha mãe que tinha ficado no quarto aflita achando que a filha estava se arriscando demais por uma “bobagem”.
Entrei naquela sala, sentei, deitei na cama estreita, estiquei os braços e dormi.
Quando acordei já me senti diferente, horas depois vejo minha mãe com a cara menos tensa, caminhei...
Dali minha vida melhorou, a cada passo, a cada lance de escada, a cada olhada no espelho aprendi a me aceitar mais, de alguma forma eu me via de uma maneira melhor, mais aceitável, menos dura pelas auto-críticas, com medo dos julgamentos, mas sem nenhum arrependimento.
Os medos, os traumas, receios... sempre os mesmos, mas a confiança infinitamente melhor. Para o alto e além, meu bem... hahahaha
Rejeições, desencantos, caras quebradas... as mesmas frustrações, mas uma confiança que ainda não tinha experimentado.
Dias tortos, errados, melancolia, tristeza e por horas os resquícios de uma depressão que ainda não foi curada e talvez nunca seja, mas entrelinhas há esperança, alternativas que nunca tinha experimentado.
Um ano, e a mesma pessoa... mas com expectativas, com aquilo que chamo de ponta de auto-estima, com o que chamo de esperança. Não sei dizer exatamente esperança em que, mas ela existe e é tocável. Quem sabe nos próximos anos ou até dias eu descubra, mas só o fato de sentir me move.
E vamos... 365 dias aprendizado.
É como as meninas dizem, renascer... uma borboleta, uma transformação.... por maior que o clichê pareça, quem passa por isso aceita as palavras, uma transformação, dura, difícil, fácil de ser julgada e mal interpretada, mas ainda uma transformação.
Não me arrependo de absolutamente nada.
São 35kg a menos, sou a MESMA pessoa, só que com vontade de me aceitar.
Minha mãe não acha mais isso tudo uma bobagem.
Amanhã fotos...
Entrei naquela sala, sentei, deitei na cama estreita, estiquei os braços e dormi.
Quando acordei já me senti diferente, horas depois vejo minha mãe com a cara menos tensa, caminhei...
Dali minha vida melhorou, a cada passo, a cada lance de escada, a cada olhada no espelho aprendi a me aceitar mais, de alguma forma eu me via de uma maneira melhor, mais aceitável, menos dura pelas auto-críticas, com medo dos julgamentos, mas sem nenhum arrependimento.
Os medos, os traumas, receios... sempre os mesmos, mas a confiança infinitamente melhor. Para o alto e além, meu bem... hahahaha
Rejeições, desencantos, caras quebradas... as mesmas frustrações, mas uma confiança que ainda não tinha experimentado.
Dias tortos, errados, melancolia, tristeza e por horas os resquícios de uma depressão que ainda não foi curada e talvez nunca seja, mas entrelinhas há esperança, alternativas que nunca tinha experimentado.
Um ano, e a mesma pessoa... mas com expectativas, com aquilo que chamo de ponta de auto-estima, com o que chamo de esperança. Não sei dizer exatamente esperança em que, mas ela existe e é tocável. Quem sabe nos próximos anos ou até dias eu descubra, mas só o fato de sentir me move.
E vamos... 365 dias aprendizado.
É como as meninas dizem, renascer... uma borboleta, uma transformação.... por maior que o clichê pareça, quem passa por isso aceita as palavras, uma transformação, dura, difícil, fácil de ser julgada e mal interpretada, mas ainda uma transformação.
Não me arrependo de absolutamente nada.
São 35kg a menos, sou a MESMA pessoa, só que com vontade de me aceitar.
Minha mãe não acha mais isso tudo uma bobagem.
Amanhã fotos...
Quarta-feira, Dezembro 01, 2010
Cabelo e Gastroplastia
Mais uma vez vou dizer que esse blog não tem a menor intenção de motivar ou desmotivar uma cirurgia. Venho relatar pontos que tive curiosidade antes e depois de operar e espero que minha experiência sirva para pessoas refletirem sobre todo o processo.
Um dos temas que realmente me deram um susto foi a perda de cabelo.
Mulher dá muito valor as cabeleira, eu pelo menos eu dou, reflete não só o estilo, mas até mesmo a segurança, estima...
Em todas minhas crises existenciais, vazias ou entupidas de sentimentos eu mudei o cabelo. Toda mudança brusca na minha vida me fez pinta, alisar, enrolar, desistir, cortar. Enfim mudar o cabelo. É até certo ponto um porto seguro.
Não tenho o cabelo perfeito, é até muito sem graça, mas cabelo é cabelo e ele não engorda. Quando as mulheres são gordinhas se apega a qualquer parte do corpo que não exija um tamanho P para ser confortavelmente aceita pelos outros e por si. È assim como o cabelo, com as unhas, com os pés..... ahhhh os sapatos. Na altura dos meus 100kg lá estava eu comprando pares e pares de sapatos. Hoje posso sair e comprar um jeans que tenha minha numeração.
Mas voltando aos cabelo....
Dei pouca importância quando disseram que meu cabelo iria cair por causa da gastroplastia, chegou o terceiro mês e tudo maravilhoso, devo admitir que no primeiro mês meu cabelo parecia mais saudável, forte, brilhante e macio e logo pensei que fosse por conta das mudanças alimentares.... e era.
Mas ai quarto mês chegou e o desespero passou a fazer parte dos meus dias, acordava com bolos de cabelo no travesseiro, passava a mão na cabeça e era tanto cabelo que vinha junto que em alguns dias eu chorei.. E para lavar o cabelo? O ralo ficava tão cheio de cabelo que parecia até um pano cobrindo o ralo. Eu poderia jurar que fiaria careca em 2 ou 3 meses se o ritmo continuasse aquele.
E fiquei... não por completo, mas do lado da orelha esquerda eu tive falhas severas no couro cabeludo que não dava nenhum sinal que iria se recompor e voltar a nascer qualquer coisa ali, meu cabelo bem ralinho, sem volume., tão triste. Ainda não me via como uma pessoa mais magra e ainda achava que ficaria careca.
Em uma das consultas me encontrei com outra operada que estava ali no consultório porque a falha no couro cabeludo era tão grande que ela precisava de um acompanhamento especial. Fiquei em pânico.
No consultório a médica me receitou biotina, para ajudar com a cabeleira e as unhas fracas (que também são comuns após cirurgia).
Os dias se passaram e o cabelo continuava a cair, mas ao contrário de muitas eu evitei cortar, deixei ele lá.. estranho, ralo, falho.. mas não queria abrir mão do cabelo e não cortei, só aparava alguns centímetros.
Os meses passaram e por volta do oitavo mês o cabelo parou de cair, pelo menos a intensidade era mínima beirando a normalidade e com o tempo fios novos começaram a surgir. A partir daí toda visita ao cabeleireiro eu era indagada do que havia feito para meu cabelo estar tão curto em algumas áreas e tão longo em outras.
Tentei manter o cabelo o mais saudável possível, banhos de creme caseiro, pouca química... pintei o cabelo apenas 1x depois da operação, mas ele não foi mais o mesmo....
Essa semana fiquei cansada de ver metade do cabelo de um tamanho e a outra de outro e enfim cortei, curtinho. Não que essas falhas fossem visíveis a olho nu... pra ver tinha que apalpar, mexer. Enfim, somente eu percebia, mas me incomodava muito. E agora a tendência é que eu passe alguns meses cortando curto, até o cabelo começar a crescer por igual. Veremos...
No mais futuras operadas, não se desesperem... eles param de cair :)
Mostro o cabelo novo no próximo post dia 07/12 -> 1 ano de cirurgia.
Vou ver se mostro uma foto de antes e depois... vamos ver se crio coragem.
bjs
Um dos temas que realmente me deram um susto foi a perda de cabelo.
Mulher dá muito valor as cabeleira, eu pelo menos eu dou, reflete não só o estilo, mas até mesmo a segurança, estima...
Em todas minhas crises existenciais, vazias ou entupidas de sentimentos eu mudei o cabelo. Toda mudança brusca na minha vida me fez pinta, alisar, enrolar, desistir, cortar. Enfim mudar o cabelo. É até certo ponto um porto seguro.
Não tenho o cabelo perfeito, é até muito sem graça, mas cabelo é cabelo e ele não engorda. Quando as mulheres são gordinhas se apega a qualquer parte do corpo que não exija um tamanho P para ser confortavelmente aceita pelos outros e por si. È assim como o cabelo, com as unhas, com os pés..... ahhhh os sapatos. Na altura dos meus 100kg lá estava eu comprando pares e pares de sapatos. Hoje posso sair e comprar um jeans que tenha minha numeração.
Mas voltando aos cabelo....
Dei pouca importância quando disseram que meu cabelo iria cair por causa da gastroplastia, chegou o terceiro mês e tudo maravilhoso, devo admitir que no primeiro mês meu cabelo parecia mais saudável, forte, brilhante e macio e logo pensei que fosse por conta das mudanças alimentares.... e era.
Mas ai quarto mês chegou e o desespero passou a fazer parte dos meus dias, acordava com bolos de cabelo no travesseiro, passava a mão na cabeça e era tanto cabelo que vinha junto que em alguns dias eu chorei.. E para lavar o cabelo? O ralo ficava tão cheio de cabelo que parecia até um pano cobrindo o ralo. Eu poderia jurar que fiaria careca em 2 ou 3 meses se o ritmo continuasse aquele.
E fiquei... não por completo, mas do lado da orelha esquerda eu tive falhas severas no couro cabeludo que não dava nenhum sinal que iria se recompor e voltar a nascer qualquer coisa ali, meu cabelo bem ralinho, sem volume., tão triste. Ainda não me via como uma pessoa mais magra e ainda achava que ficaria careca.
Em uma das consultas me encontrei com outra operada que estava ali no consultório porque a falha no couro cabeludo era tão grande que ela precisava de um acompanhamento especial. Fiquei em pânico.
No consultório a médica me receitou biotina, para ajudar com a cabeleira e as unhas fracas (que também são comuns após cirurgia).
Os dias se passaram e o cabelo continuava a cair, mas ao contrário de muitas eu evitei cortar, deixei ele lá.. estranho, ralo, falho.. mas não queria abrir mão do cabelo e não cortei, só aparava alguns centímetros.
Os meses passaram e por volta do oitavo mês o cabelo parou de cair, pelo menos a intensidade era mínima beirando a normalidade e com o tempo fios novos começaram a surgir. A partir daí toda visita ao cabeleireiro eu era indagada do que havia feito para meu cabelo estar tão curto em algumas áreas e tão longo em outras.
Tentei manter o cabelo o mais saudável possível, banhos de creme caseiro, pouca química... pintei o cabelo apenas 1x depois da operação, mas ele não foi mais o mesmo....
Essa semana fiquei cansada de ver metade do cabelo de um tamanho e a outra de outro e enfim cortei, curtinho. Não que essas falhas fossem visíveis a olho nu... pra ver tinha que apalpar, mexer. Enfim, somente eu percebia, mas me incomodava muito. E agora a tendência é que eu passe alguns meses cortando curto, até o cabelo começar a crescer por igual. Veremos...
No mais futuras operadas, não se desesperem... eles param de cair :)
Mostro o cabelo novo no próximo post dia 07/12 -> 1 ano de cirurgia.
Vou ver se mostro uma foto de antes e depois... vamos ver se crio coragem.
bjs
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